Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil municipal ainda buscam 19 vítimas do desabamento que atingiu três prédios no Centro do Rio. As informações são do prefeito Eduardo Paes, que está na manhã desta quinta-feira (26) no local do acidente. O número de procurados, no entanto, pode variar, já que ainda há dados oficiais dos desaparecidos. Cinco feridos foram resgatados na quarta-feira (25), sendo quequatro permanecem internados. Nenhuma outra vítima foi encontrada durante a madrugada. As buscas continuam nesta manhã.
“Nós montamos desde ontem uma estrutura para receber parentes e familiares que tivessem pessoas ali dentro. As pessoas estão na Câmara de Vereadores neste momento, desde essa madrugada, e no momento nós temos cerca de 19 pessoas desaparecidas [...] Também não surgiu ao longo dessa madrugada, não se encontrou nenhuma vítima fatal, e o bombeiro está trabalhando intensamente para encontrar as pessoas.”
Hipótese é dano estrutural
Segundo ele, a principal hipótese é que o desabamento tenha sido causado por um dano estrutural, já que não há informações sobre explosão. Mas as causas do acidente ainda não estão claras.
“Os especialistas é que vão ter que falar, a perícia analisar, mas a informação que eu tenho é que praticamente descartam a possibilidade de explosão de gás. Eles vão ter que apurar [...]. Aí pode ter tido um problema estrutural, mas aí ainda é muita especulação. Você descarta a possibilidade de explosão de gás. A maior possibilidade é a de um problema estrutural no prédio. Não havia, isso já foi checado pela Defesa Civil, não havia nenhuma denúncia à Defesa Civil Municipal de abalo de estruturas, de rachadura do prédio, não havia. O pessoal já checou lá. Portanto a especulação mais forte, mas é especulação mesmo, é disso, de um problema estrutural no prédio.”, ressaltou Paes.
No início da madrugada, parentes reunidos na porta do hospital procuravam desaparecidos que estariam nos prédios. Mais tarde, representantes de quinze famílias foram levados a uma sala de apoio na Câmara de Vereadores do Rio, onde aguardavam notícias dos trabalhos de resgate.
De acordo com a empresária Zilene Bernardino, que trabalha no local, o prédio de dez andares fica na Rua Manuel de Carvalho, esquina com a Avenida Treze de Maio, e o outro na própria Treze de Maio.